O acabamento de um imóvel é uma parte delicada do trabalho, pois os erros dos profissionais da construção são mais evidentes e criam um forte sentimento de insatisfação em seus clientes. O reboco de parede é um dos componentes que requer atenção especial, pois geralmente todas as paredes recebem esse revestimento.
Prestar um serviço de excelência é essencial para o sucesso do profissional e para isso ele deve saber o que fazer e, sobretudo, o que evitar. Qualquer pessoa no mercado precisa expandir constantemente seus conhecimentos, mas há pouco espaço para erros, por isso é importante melhorar constantemente.
Gostaria de saber mais sobre a aplicação de reboco de parede? Selecionamos 5 erros que você conhece e deve evitar em seu trabalho. Tente!
1. Produtos sem qualidade e procedência
Desde a fundação até o acabamento, não há erro mais comprometedor do que escolher materiais inferiores. Isso vale para tudo o que é usado em sua obra, desde fitas adesivas até o tipo e marca de cimento escolhido para dar vida ao seu sonho de empreiteiro.
Embora os edifícios exijam algum nível de manutenção, a ideia é que eles durem décadas ou mesmo séculos, com algumas economias impedindo isso.
Atualmente existem duas opções para aplicação de gesso na parede, que é a argamassa de cimento e o gesso. A primeira opção é a mais clássica, que oferece boa durabilidade e resistência à água tanto para uso externo quanto interno. O gesso, por outro lado, tem sido mais utilizado nos últimos anos devido à sua economia e fino acabamento, mas requer uma superfície muito bem preparada antes da aplicação e é mais comumente encontrado em ambientes internos.
De qualquer forma, a escolha de bons materiais faz toda a diferença no resultado final e na resistência a longo prazo. Investir na aplicação de produtos de qualidade é a principal economia para quem não quer ter dor de cabeça nos meses ou anos seguintes.
Por isso, procure sempre aparelhos que já sejam conhecidos e consolidados no mercado. Pois bem, eles são essenciais para garantir um serviço de qualidade com um acabamento bem executado, aumentar sua produção e lucratividade, além de garantir um aspecto bonito e homogêneo na superfície rebocada.
2. Faça o Gesso Muito Grosso
Gesso mais espesso que a espessura recomendada é gesso cuja mistura absorveu mais cimento do que deveria. O excesso de cimento é prejudicial ao trabalho profissional, pois não permite um acabamento mais fino, não sem ter que usar outros produtos para corrigir as imperfeições criadas.
Outro problema com este tipo de massa são as microfissuras devido à sua rigidez e a expansão da massa tende a ser maior que o normal. Em pouco tempo, as imperfeições tornam-se mais evidentes e podem causar outros problemas, como: B. Dificuldade em fechar portas e janelas. Essas microfissuras podem ser evitadas aplicando uma tinta elastomérica que ajudará a preveni-las.
Isso ocorre porque o alongamento exerce pressão nas laterais das portas e janelas que, embora nem sempre perceptíveis ao leigo, gera a dificuldade relatada . Nesse caso, o reparo é bastante drástico e caro, pois o ideal é refazer grande parte do reboco, o que também exige a reaplicação de massa e repintura.
Para corrigir esse problema, a parede deve estar completamente seca e livre de umidade. Geralmente, isso ocorre dentro de 30 dias após a aplicação do adesivo. No entanto, isso pode variar muito dependendo da região e da época do ano, pois as condições climáticas são cruciais para rebocar ou pintar uma parede.
Para este reparo, é necessário utilizar uma lixa grossa, por exemplo, B. 60 para usar ou 80 para retirar o excesso de areia do reboco após a secagem. No entanto, esta lixa não deve ser passada com muita força para não deixar sulcos na parede. Depois disso, use uma vassoura para remover o excesso de areia que ainda está na superfície.
Para o bom andamento da obra é fundamental ter um planejamento eficaz e acompanhar de perto todas as etapas, tomando as devidas precauções para evitar retrabalhos. Mas será que você sabe quais são as situações que mais pedem cuidado? Conversamos com dois especialistas que apontam 5 fatores para tomar cuidado na hora de construir ou reformar.
1 – Mão de obra
Créditos: (bogdanhoda/Shutterstock)
A falta de mão de obra especializada no Brasil afeta com mais gravidade algumas regiões. Para suprir a ausência dela, são contratados profissionais com pouca experiência ou sem conhecimento na atividade, o que acaba influenciando diretamente no prazo e na qualidade do trabalho.
“Na maioria das vezes, os proprietários do imóvel optam por profissionais não qualificados porque não possuem conhecimento do mercado da construção, partindo para a opção mais barata. Essa atitude encarece o orçamento previsto para a obra, além de resultar na falta de qualidade técnica e no baixo desempenho”, explica Dionyzio Klavdianos, presidente da Comissão de Materiais e Tecnologia da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (COMAT/CBIC).
Ainda segundo o especialista, a base de todo empreendimento é justamente a contratação de empresas e profissionais especializados, que tendem a conhecer bem e respeitar a normatização técnica.
“Portanto, é importante verificar a situação da empresa junto ao CREA e ao CAU, solicitar portfólio, buscar referências, levantar a situação jurídica e financeira etc.”, complementa.
2 – Normas técnicas
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A norma que trata de reformas em edificações é a ABNT NBR 16280:14. Ela estabelece as diretrizes que devem ser seguidas em diferentes fases da obra, do planejamento à finalização do projeto.
“Conforme consta no catálogo da ABNT, para a aplicação dessa norma são necessárias diversas outras, como a NBR 12721:2006, 14037:2011 etc. Além disso, existem as diretrizes específicas de estrutura e concreto (NBR 6118 e NBR 14931, por exemplo) que devem ser associadas”, afirma o engenheiro civil Douglas Couto, da PHD Engenharia.
3 – Sistema estrutural da edificação
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Parece básico, mas vale ressaltar: a estrutura tradicional de uma edificação – composta por fundação, pilares, vigas e lajes – jamais deve ser alterada no projeto sem o consentimento do engenheiro responsável. Falta de compatibilização e falhas de comunicação são alguns dos problemas que afetam a obra antes mesmo dela começar.
“Por isso, é fundamental conhecer o sistema estrutural da edificação. Uma intervenção indevida na estrutura pode comprometer a segurança. Por exemplo: em um sistema de alvenaria estrutural, as paredes são a estrutura e sustentam toda a carga. Remover uma delas por engano pode levar a edificação à ruina”, afirma Couto.
4 – Especificações técnicas
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Para garantir que os materiais e sistemas construtivos utilizados no projeto satisfaçam as necessidades da obra, é importante se atentar quanto às especificações técnicas. “Os projetistas têm a obrigação de especificar detalhadamente as características dos materiais e o que deve ser cumprido por eles em termos de desempenho e resistência”, comenta Klavdianos.
5 – Procedimentos executivos
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No decorrer de uma obra é necessário que as atividades executadas estejam claramente determinadas entre os profissionais envolvidos. Assim, evita-se imprevistos ao longo do processo.
Construção ou reforma a todo vapor! É chegada a hora de escolher a pedra que será usada no acabamento. E agora qual escolher? Granito e mármore são muito usados na fase final da construção ou reforma, em bancadas, pisos, revestimentos, e outros.
As opções do mercado são tantas que torna difícil escolher entre um ou outro. Qual é melhor? Qual tem maior durabilidade? Qual é o mais indicado para meu projeto?
Preparamos este artigo para esclarecer suas dúvidas e facilitar sua escolha. Fique conosco que nesse post esclareceremos o que você precisa saber sobre mármore e granito. Recomendamos a leitura antes de escolher um deles para seu projeto.PUBLICIDADE
Como identificar o mármore?
O Mármore é uma pedra natural, uma rocha metafórica originária do calcário composta de calcário e dolomita. Uma decoração em mármore é luxuosa e sofisticada, dá vida e leveza ao ambiente.
Possui cores variadas como branco, creme com detalhes mais escuros, acinzentado, esverdeado, e também preto.PUBLICIDADE
A cor da pedra é uniforme com veios longos e definidos sem tanta variação com o granito que é mais texturizado.
Embora possua características que o tornam desejado na decoração, sua nobreza não lhe confere maior resistência. A pedra de mármore é porosa aumentando a chance de manchas provocadas por gordura e outros líquidos.
A “dureza Mohs” do mármore e de aproximadamente ¾ o que torna seu uso inapropriado para ambientes muito movimentados.PUBLICIDADE
Seu uso é especialmente indicado para ambientes internos. Confira mais a frente como utilizar melhor tanto um quanto o outro.
Além de ser mais porosa a pedra também é suscetível a desgastes por atrito, ações climáticas e também poluição.
Embora elegante esse tipo de decoração exige maiores cuidados, além de sofrer danos com clima, gordura e outros, o mármore não pode ser exposto a líquidos ácidos, por exemplo, limão e vinagre.
Para saber mais sobre os cuidados veja mais adiante nossas dicas de limpeza para mármore e granito ainda nesse post.
Os principais tipos de mármores:
Bege Bahia
Cinza Arabescato
Nero Marquina
Breccia
Crema Atlântico
Verde Alpi
Marrom Imperador
Champagne
Carrara
Branco Riguês
Rojo Alicante
Crema Marfil
Branco Thassos
A maioria das pedras são de alta porosidade e não recomendado para ambientes externos e muito movimentados, com algumas exceções como é o caso do mármore nobre Sivec. Esse tipo de mármore de cor branca é resistente e de alta durabilidade.
Como identificar o Granito?
O granito assim como o mármore é muito usado na decoração, com alguns diferenciais. Formado por minerais como quartzo, feldspato, mica, anfibólio e piroxênio é de alta resistência e tem maior durabilidade.PUBLICIDADE
Ao contrário do mármore, o granito não risca com facilidade e possui mais brilho. Alta “dureza Mohs” 6/7, tornando-se ideal para ambientes externos e internos de muita circulação.
O granito não sofre com as ações do clima como o mármore, por sua dureza não risca e não mancha. Além disso sua manutenção é mais simples.
Embora seja comercializado com valor mais baixo que o mármore, os preços variam de acordo com a raridade do granito. Quanto mais raro for a pedra, mais cara será.
Uma das principais característica que diferencia o granito do mármore é a cor e o brilho. Enquanto o mármore possui cores mais suaves e uniformes, o granito tem seus veios bem marcados dando um aspecto granulado compostos de tom sobre tom.
Quais são os principais tipos de granito
Verde Ubatuba
Marrom Absoluto
Preto São Gabriel
Café Imperial
Vermelho Itaipu
Vermelho Bragança
Cinza Andorinha
Amarelo Sta Cecília
Amarelo Icaraí
Branco Ceará
Bege Dunas
Bege Itaúna
Apesar de ter tonalidade e textura diferente, existem alguns granitos que podem, a primeira vista, ser confundidos com o mármore como é o caso do granito exótico Arabescato. Então fique atento.
Lembre-se; mármore tem cores mais suaves e veios longos, já o granito possui maior tonalidades de cores e seus veios são menores em escala de tons escuros e claros.
Como utilizar estas pedras?
Conforme vimos o mármore é sofisticado e luxuoso, pode ser usado em bancadas, revestimentos de parede e piso. É um material bem versátil e com uma grande variedade para escolher. O mármore também costuma ser usado em acabamentos até mesmo de peças decorativas.
Utilização de Granito em Escadaria Fonte: Arquivo próprio
Um uso bastante comum para o mármore é na decoração do banheiro, desde o revestimento das paredes ao piso, bancada e pia. Outra opção é usar como revestimento da ilha do closet ou no painel da TV.
Utilização de Mármore em Banheira Fonte: Arquivo Próprio
Mas atenção a um detalhe importante: ao escolher o mármore como piso, certifique-se de que o mesmo passou por processos para ser de alta durabilidade e menos escorregadio.
Já o granito pode ser usado para ambos ambientes, externo ou interno. Seu uso mais comum é em área de muita circulação como cozinha. Perfeito para mesas, bancadas, pias de cozinha, cubas, paredes, espaço gourmet, escadas, pisos e acabamentos de portas e janelas.
O granito tem inúmeras possibilidades de uso por ser de alta durabilidade, de fácil limpeza e manutenção. Se você pretende usar granito ou mármore em sua construção, veja agora como realizar a limpeza e manutenção.
Utilização de Mármore em Churrasqueiras Fonte: Arquivo Próprio
Como limpar mármore e granito?
A limpeza de ambos é muito parecida. O ideal é usar apenas sabão neutro e pano úmido para ambos.PUBLICIDADE
Alguns cuidados adicionais são necessários com o mármore. Devido a sua porosidade o mármore tem poder de absorção, muito cuidado ao usar água, e não use produtos de limpeza fortes ou corrosivos. Líquidos ácidos podem danificar a pedra causando manchas, perda do brilho e riscos.
Em caso de revestimento de mármore é indicado a impermeabilização para conservar a pedra sem manchas, riscos e conservar o brilho.
O granito pode ser limpo com água morna, detergente ou sabão neutro. Em seguida enxaguar e secar com pano macio e você terá uma bancada, pia, ou piso sempre bonitos e bem conservados.
Agora que você já sabe como diferenciar mármore e granito, como utilizar na sua decoração e os cuidados básicos com limpeza e manutenção é só fazer sua pesquisa e escolher qual deseja para seu projeto.
Precisando inovar, mas não quer gastar muito? Já pensou em usar cimento queimado?
O acabamento em cimento queimado, só para exemplificar é na realidade uma simples aplicação de pó de cimento seco sobre uma argamassa úmida, ou ainda diretamente sobre um contrapiso, neste último, se diferencia apenas pela mistura da água no pó de cimento formando uma pasta.
Cimento Queimado Fonte: Flickr ( www.flickr.com )
Esse antigo método de acabamento, principalmente usado para reduzir custos, inevitavelmente vem sendo empregado com a finalidade de apresentar um toque de elegância em residências e estabelecimentos.
Escadas e paredes Fonte: Pixabay (www.pixabay.com)
Em resumo, a areia, o cimento e a água são basicamente seus componentes, porém não se engane! Não é tão fácil como parece. Desse modo vamos passo a passo:
Como fazer um piso de Cimento Queimado
Antes de mais nada é necessária a contratação de profissionais com experiência nesse processo. Porquanto, o que se pode notar nos dias de hoje, são as inúmeras receitas de como realizar o trabalho.
Pois sendo a teoria relativamente simples, muitos aceitam o serviço. Ao passo que no fim, por não conhecerem, mesmo que tão simples, todas as etapas necessárias para garantir o acabamento desejado, por fim terminam por entregar um produto aquém do desejado.
O que parece simples pode vir a causar transtornos em uma obra. Os retrabalhos que uma aplicação errada do cimento queimado, ou mesmo do contrapiso ou da argamassa, além do tempo perdido, afetarão substancialmente o valor da mesma.
Portanto, não apenas para os profissionais que desejam iniciar trabalhos em cimento queimado, mas da mesma forma para os contratantes do serviço, cabe conhecer um pouco mais dos seus componentes e principalmente alguns detalhes que farão toda a diferença:
Passo 1: Contrapiso
O contrapiso pode ser de qualquer material, concreto bruto, azulejos ou lajes. Conquanto, ambos precisam apresentar a superfície nivelada, contundo levemente áspera, motivo pelo qual a argamassa primordialmente irá aderir com maior facilidade evitando assim problemas futuros.
Passo 2: Argamassa
A argamassa é uma mistura de água, cimento e areia. Geralmente usando um traço de 1:3 (uma porção de cimento para 3 porções iguais de areia). Posteriormente quando a mistura estiver homogênea, a composição ainda precisará de água para completar o processo.
Nivelamento da Argamassa Fonte: Pixabay ( www.pixabay.com )
Logo depois de aplicada a argamassa a mesma deverá ser desempenada, buscando o máximo nivelamento possível. A utilização de uma régua metálica atende esse objetivo.
Aplicação de argamassa sobre o contrapiso Fonte: Flickr ( www.flickr.com )
Passo 3: Pó de Cimento
Sem dúvida o cimento está entre os principais componentes quando o assunto é construção. Sua composição básica é a seguinte:
Argila
Pedra de Gesso
Calcário
Óxido de ferro
Alumínio
Aplicando pó de cimento em piso pré-preparado Fonte: Flickr ( www.flickr.com )
O pó de cimento pode ser aplicado seco diretamente na argamassa úmida ou na forma de pasta (cimento e água) sobre os mais diversos tipos de contrapisos.
Utiliza-se uma desempenadeira de aço lisa na aplicação do cimento.
A pasta não deve possuir mais de 3 mm de espessura e se aconselha usá-la quando o contrapiso apresentar acabamento próximo ao que seria feito na argamassa.
A aplicação do pó de cimento dará forma ao acabamento sendo chamada de queima (o que nada tem a ver com seu nome, visto que não são utilizados maçaricos ou nenhum tipo de equipamento de emissão de calor).
Evitando as temidas rachaduras
Claro que de nada irá adiantar aplicar um procedimento que mesmo sendo barato, busca atingir um alto padrão de qualidade, caso não sejam aplicados alguns cuidados especiais.
Para tanto alguns truques são essenciais:
Limpar o contrapiso. Gorduras e sólidos dispersos prejudicam a interação da argamassa;
A argamassa deve estar úmida;
Desempenadeira nova e de aço;
Realizar a cura com a mistura úmida evitando raios solares e ventos nas primeiras 72 horas;
Molhar o piso a cada 8 horas durante 4 dias;
Juntas de dilatação a cada 2 m;
Aplicar resina impermeabilizante a base de solvente;
Escolher dias de baixa umidade para o processo de cura.
Rachaduras e trincas no cimento queimado Fonte: Flickr ( www.flickr.com )
Vantagens
A versatilidade do cimento queimado poderia ser a sua maior vantagem, presumindo-se não levar em conta o seu baixo custo e muito menos a sua durabilidade que é altíssima.
Outrossim, significa dizer que o cimento queimado pode ser aplicado em paredes, tetos e bancadas e com a utilização de pigmentos, diversas texturas e cores podem ser manipulados.
Piso e bancada em cimento queimado texturizados Fonte: Flickr ( www.flickr.com )
Outra característica é sua resposta contra ações mecânicas, ou seja, batidas, calçados de salto alto, arraste de cadeiras, etc.
Com a correta utilização dos vernizes impermeabilizantes, o cimento queimado similarmente abrangerá as áreas externas com as mesmas propriedades.
Desvantagens
Possíveis trincas devido as variações de temperatura inesperadamente podem surgir.
Por ser uma superfície porosa, a falta de manutenção pode causar o aparecimento de manchas devido a absorção de umidade.
A argamassa é amplamente utilizada em praticamente quase todas as construções civis. No entanto, saber qual é a melhor opção de aplicação já é uma outra história! Dessa forma, conhecer os principais tipos de argamassa significa poder escolher e acompanhar diretamente os trabalhos na sua obra.
A composição da argamassa é formada por cimento, areia e cal hidratada. Mas quando se torna necessária a aplicação de uma argamassa mais aderente, a utilização de aditivos é bastante comum.
Aplicação de argamassa Fonte: Moody (www.moody.af.mil)
A sua aplicação é bastante ampla, porém, os serviços que não podem dispensar a argamassa são:
Nos rejuntes para a colocação de pisos cerâmicos, pedras e calçadas;
Na impermeabilização dos revestimentos de paredes, tetos e muros;
Também fazem a união entre blocos de concreto e tijolos;
Nivelamento do contra piso.
Tipos de Argamassa
As argamassas depois de preparadas, apresentam ótima plasticidade e propriedades de aderência, isto é, a massa formada possui fácil aplicação. Portanto, o uso de uma simples desempenadeira já é o suficiente como ferramenta de manuseio.PUBLICIDADE
No entanto a argamassa possui um tempo de cura, que decorrido fará com que a mistura adquira novas características, tais como, rigidez e boa resistência mecânica.
Os três tipos de argamassa são:
1- Argamassa Pronta
Nesse tipo de argamassa, basta adicionar a água e aplicar a massa nos locais desejados. Os aditivos incluídos na composição, por consequência, retem a umidade, evitando fissuras e uma secagem antecipada.
Desempenadeira para alinhamento da argamassa Fonte: airforcemedicine (www.airforcemedicine.af.mil)
Esse princípio ativo cria bolhas de ar dentro da mistura, isso torna a argamassa mais macia, ao passo que facilita sua utilização.
Em contrapartida, se a argamassa passar do tempo previsto de mistura, ou seja, for batida demais, por consequência aparecerão bolhas em excesso e depois de seca ela pode vir a esfarelar.PUBLICIDADE
2 – Argamassa Virada
A argamassa virada nada mais é que a massa feita no canteiro de obra. Geralmente o proprietário ou a construtora compram o cimento, cal e a areia. Utilizando uma betoneira, os componentes são dosados manualmente e misturados.
Argamassa virada com betoneira Fonte: Flickr ( www.flickr.com )
O grande problema que pode ocorrer é justamente na mistura. Cada carga abastecida na betoneira precisaria ser igual, ou seja, manter as mesmas quantidades de cada produto para produzir um mesmo traço de argamassa.
Com essas diferenças na dosagem dos componentes, é provável que algumas patologias apareçam em locais diferentes, já que dificilmente se poderá manter um mesmo traço, exatamente igual para cada setor da construção.
3 – Argamassa Colante
Assim como as argamassas prontas, elas vem ensacadas, bastando adicionar a água para utilizá-las.
Assentamento de pisos Fonte: Flickr ( www.flickr.com)
Especificamente são usadas na colagem de revestimentos, como por exemplo nos pisos cerâmicos, azulejos, pedras, entre outros. Mas a pergunta que sempre dever ser feita é, ” qual o local da aplicação e o tipo de revestimento.” Tendo essa informação você não vai errar na hora de escolher o tipo da argamassa.
Particularidades
Quando a ideia é colocar um piso sobre outro piso, nem sempre as argamassas comuns garantem um resultado eficiente. O esmalte que reveste os azulejos faz com que sejam necessários aditivos mais potentes e específicos, assim como na aderência ao porcelanato, que requer uma argamassa colante própria para o produto, pois a taxa de absorção de aguá do porcelanato é de apenas 0,5 %.
Isso também ocorre com as pastilhas, blocos de vidro e rejuntamento, porque da mesma forma, existirá um tipo de argamassa que melhor atenderá cada situação.
As pastilhas precisam de uma massa mais fina que ao mesmo tempo funciona como aderente e massa de rejunte.
Para os blocos de vidro, a argamassa precisa ser muito flexível, aderente e impermeável.
Por fim o rejunte é um estudo separado, pois para cada produto existe um tipo próprio de rejunte. Nos porcelanatos por exemplo o rejunte é fino, nas áreas externas temos rejuntes indicados quando ocorrer tráfego pesado e outros quando simplesmente ficarem exposto ao sol.
Como fazer a aplicação
Como foi mencionado, cada aplicação precisa de um tipo de argamassa própria. Porém, alguns procedimentos são comuns e precisam de atenção:
Limpar e umedecer a superfície;
Preencher nichos e fissuras de impermeabilizantes;
Regularização das juntas de assentamento;
Atenção quando a superfície possuir muitos pontos que transpassem a impermeabilização;
Os cantos devem possuir um raio de aplicação do impermeabilizante de no mínimo 8 cm;
Prever as juntas de dilatação;
Normalmente o tempo de descanso da massa antes da aplicação é de aproximadamente 15 minutos;
A argamassa não deverá ser usada após duas horas e meia;
Utilizar desempenadeira de madeira e logo após de feltro ou espuma no acabamento;
A água é o principal produto a ser misturado antes da aplicação, geralmente a quantidade vem indicada nas embalagens.
Nivelamento de massa com aplicação de juntas de dilatação Fonte: Pixabay (www.pixabay.com)
Agora mãos a obra! Pois você já sabe quais são os principais tipos de argamassa, no entanto, ainda é preciso conhecer quais são os traços que formarão a massa, ou seja, a quantidade exata de cimento, cal e areia. Em síntese, esse conhecimento é justamente o que fará toda a diferença!PUBLICIDADE
Principais Traços
O traço é uma porção definida em obra, isto é, depende do vasilhame disponível. O importante é que após definido o volume inicial, sempre se use a mesma quantidade.
Por exemplo, um balde de cimento passa a contar como “um”, em seguida se o traço pedir dois de areia, o mesmo balde deve ser utilizado.
1 – Traço 1:1:6 (um de cimento: um de cal: seis de areia) – Normalmente utilizado em construções estruturais de pequeno porte;
2 – Traço 1:4,5:0,5 (um de cimento: quatro e meia de cal: meio de areia) – Esse traço fornece a argamassa uma maior aderência e resistência na alvenaria estrutural, aumentando consideravelmente a sua tração;
3 – Traço 1:0,5:6 (um de cimento: meio de cal: seis de areia) – Não é tão resistente quanto o anterior, porém bem mais barato. Mesmo assim sua tração é maior que os demais. Muito utilizado no assentamento de tijolos;
4 – Traço 1:2:9 (um de cimento: dois de cal: nove de areia) – Essa medida é a mais usada na fabricação das argamassas.
5 – Traço 1:6 (um de cimento: 6 de areia) – Assentamento de tijolos sem cal;
6 – Traço 1:0,5:6 (um de cimento: meio de cal: seis de areia) – Não tão resistente, mas atende bem pequenas construções e com relação ao custo, é bem mais em conta que a maioria.
Valores médios e Rendimento
Não seria apropriado mencionar valores médios para a aplicação da argamassa. Pois seu preço varia de acordo com a mão de obra, fabricantes e inclusive a qualidade da água e da areia podem influenciar muito no seu custo final.
Seja como for, o importante é saber calcular a quantidade e o tipo de argamassa que será utilizada e em seguida realizar orçamentos levando em conta não só a qualidade dos componentes, mas também a da mão de obra.PUBLICIDADE
Já com relação ao rendimento, resumidamente para as argamassas prontas é preciso 17 kg/m² na espessura de 1 centímetro.
Nas argamassas colantes a quantidade é de 5 kg/m² para colagens simples (apenas massa na parede para assentar o piso), e 9 kg/m² nas colagens duplas, (no casso dos pisos serem maiores que 30 cm x 30 cm, aplica-se argamassa também na peça).
Assentamento de tijolos Fonte: Wikipedia (pt.wikipedia.org)
Já quando falamos de argamassa de assentamento, estamos tratando das fiadas de tijolos ou blocos de construção. Uma fiada é justamente uma linha de tijolos, porém, antes de tudo cabe mencionar que as duas primeiras fiadas de uma obra devem estar impermeabilizadas.
Tijolos maciços Fonte: Wikipedia (pt.wikipedia.org)
No assentamento de tijolos com 6 e 8 furos o rendimento para um saco de cimento de 50 kg chega perto dos 16 m².
Nos blocos de concreto 30 m² e nos tijolos de barro maciço 10 m².
E então! O artigo lhe ajudou de alguma forma? Ou ainda está na dúvida de qual argamassa utilizar? Deixe sua pergunta ou mesmo alguma experiência que lhe aconteceu na execução da sua obra.